segunda-feira, 21 de abril de 2014

RESENHA/ FILME: Quando Chama o Coração [EDITADO]

Título: Quando chama o coração
Título Original: When Calls the Heart
Duração: Longa
Duração: 90 minutos
Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Quando Chama o Coração é a história de Elizabeth Thatcher, uma jovem professora que está acostumada a uma vida de luxo na alta sociedade e vê sua rotina mudar quando ela é enviada para trabalhar em um.
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Comecei assistir esse filme de época, me encantei com a fotografia e com todo clima que envolvia os personagens.
Elizabeth Tatcher é uma jovem recém-formada que quer urgentemente lecionar, mas seu único problema é que a vaga que há disponível é num lugar bem distante, aos arredores de uma mineradora de carvão, bem a Oeste de onde ela vive com seus pais e a irmã numa luxuosa mansão.
Ao encontrar um diário de uma tia, que tem exatamente o mesmo nome que ela, e passou por uma experiência parecida do que ela está prestes a enfrentar. Elizabeth Thatcher (tia) se mudou para uma cidadela ao extremo Oeste para lecionar para crianças e tentou dar-lhes todo o seu carinho e, de quebra, pareceu encontrar um jovem interessante e charmoso que  pareceu dar-lhe atenção.
Toda aqueles relatos escritos naquele diário acaba encorajando a jovem professora recém-formada que parte em busca do seu propósito.

Esse era um filme com a cara da escritora Janette Oke, escritora do ótimo livro "A Escolha de Thelma" e também de When Calls the Heart, que foi adaptado para essa produção.

Devo dizer que o elenco do filme é interessante. Ver um filme considerado cristão com atores conhecidos é sempre legal. Meggie Grace (a filha de Lian Neeson no filme Busca Implacável), Stephen Amell (o Arqueiro Verde da série atual "Arrow") e quem não se lembra de Lori Loughlin (a Rebecca da série "3 é Demais")? Esses três estão filme e dão certo peso à produção.

A história também é tinha tudo para prender a atenção do telespectador e emocionar todos aqueles que assistem o filme, mas... não, não é isso que acontece. Infelizmente.


Creio que o filme peca, e muito, na trilha sonora, que é monótona em boa parte do longa. A mixagem do som também não é boa em certos momentos, pois às vezes chega a estar na mesma altura das vozes dos dubladores. Como eu disse a história tinha tudo para dar certo, e dá até você vir as letrinhas dos créditos subindo! Isso mesmo! Quando o filme engata, simplesmente... acaba!! Os personagens são bons, a história é até boazinha, mas o ápice inexplicavelmente é cortado na nossa cara! É de deixar quem assiste ao filme de boca aberta e depois com raiva.

Muitas coisas deixam de se resolver no filme. Não sei se isso acontece no livro também, já que não foi lançado no Brasil, até onde eu sei, mas o par romântico da tia lhe dá um "bolo", dizendo que não pode ficar com ela, pois é um soldado montado, não tendo paradeiro. A Lizabeth-tia não tem um final, ou seja, não se sabe como ela terminou. Elizabeth-sobrinha vai também para o Oeste e é acompanhada por um amigo que agora é da guarda montada (olha a coincidência!), a mando do pai dela, e a protege num assalto à carruagem em que estavam viajando. Ao chegar ao seu destino - um lugar pobre e com carência de seus conhecimentos. Ela se coloca como a mulher de fibra que está ali para o que der e vier, pronta para transpor quaisquer barreiras que que vierem a surgir durante seu trabalho.

Quando pensamos nesses desafios, na possibilidade de um relacionamento entre ela e seu amigo de farda... o filme termina!!!

Quanto aos temas abordados, que sempre trago como pontos positivos em qualquer resenha que faço, declaro que apenas três eu pude extrair da produção: a determinação, o propósito de nossa vida e o amor/apoio aqueles que necessitam de nós.

Mensagem bíblica explícita? Nenhuma. Versículo utilizado? Não! Isso me frustrou também. Tudo que ouvi sobre Deus realmente foi uma única citação a uma pergunta de um dos alunos da tia: "Deus se importa conosco?" A resposta da professora-tia foi: Se eu me importo com vocês e amo vocês, esse amor só pode vir de Deus".

Enfim, creio que para um filme cristão, de uma escritora cristã, essa produção deixou muito a desejar, não somente pela falta de mensagens mais latentes, mas também pela total quebra de expectativa daqueles que esperavam um pouco mais do que apenas localidades belíssimas, bom figurino e atores conhecidos.

Não recomendo o filme, mas recomendo a escritora e seus livros. Não devemos por as duas coisas numa mesma bandeja.

[Editado]: Depois de postar essa resenha, descobri, entrando no site do filme, que há uma série da mesma produtora de Toque de um Anjo - Hallmark Channel, que parece dar continuação ao longa. Creio que seja com outros atores, permanecendo apenas Lori Loughlin no elenco original. Isso, porém, não muda em nada o que achei do filme que, para aqueles que o veem tem a sensação de vazio extremo no final e os desavisados (como eu estava) não têm essa informação que trago agora durante os créditos finais.

Banner da série.


Cartazes do filme nos EUA:


3 comentários:

Ana Karla disse...

Ain eu quero muito ver!
http://byanak.blogspot.com.br

Angela Guimarães disse...

Na parte q ele quase morri, acho q o jack, fala sim... e a tia se casa com o soldado sim e vive de acampamento a acampamento... eles tem um filho q morri... acho q vc pegou informações em lugares errados... É um lindo filme e recomendo.

Ana Rodrigues disse...

Onde vocês assistiram esta versão com a personagem principal loira? Encontrei a outra versão apenas...