quarta-feira, 19 de setembro de 2012

RESENHA/ FILME: Um brilho na escuridão

Título: Um brilho na escuridão
Título original: Midnight Clear
Atores: Stephen Baldwin, K Callan and Kirk B.R. Woller
Diretor: Dallas Jenkins
Ano: 2006
Distribuição no Brasil: Graça filmes

Sinopse: Um brilho na escuridão conta a história vivenciada, uma noite antes das festas de fim de ano, por cinco estranhos: uma idosa afastada da sua família, uma mãe preocupada com a doença do marido, o dono de um posto de gasolina que odeia o seu trabalho, um jovem pastor que se sente inútil, além de um homem desempregado (interpretado por Stephen Baldwin), que perde a família por conta da bebida.
Sem nenhuma esperança de mudança de vida – e repletos de solidão, infelicidade, doenças e, principalmente, do desejo de colocar um ponto final na vida com o suicídio –, cada um dos personagens vê seu desespero crescer com o passar das horas.

As histórias vividas por essas pessoas expõem as lutas e os sofrimentos vivenciados por muitos no dia a dia. Porém, quando seus caminhos se cruzam e elas experimentam pequenos atos de bondade, a vida delas pode mudar para sempre!
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Quando minha esposa me perguntou o que assistiríamos nesse fim de semana e eu lhe disse que a um filme cristão, vi quase que instantaneamente a expressão dela murchar. Não intendam mal. Vou explicar depois. Mas primeiro vou contar um pouco sobre o filme em si.

Ao início nesse longa conhecemos Canhoto, o apelido do personagem interpretado por Stephen Baldwin. Ele é um perdedor, alcoólatra e irresponsável. Sua mulher o deixou por causa da bebida e agora ele está lutando para poder ver seu casal de filhos, mas ele perdeu o emprego, não tem dinheiro e mora em seu carro. Conhecemos então (não exatamente nessa ordem) os outros personagens: o dono do posto de gasolina Kirk, o líder de jovens, Mitch, a mulher que tem seu marido catatônico por causa de um grave acidente, Mary e a idosa solitária e doente que não nunca é visitada por seus filhos, Eva.

Cada uma dessas pessoas vive seu próprio sofrimento; cada um com sua perda ou seu sonho perdido. O interessante é que de alguma forma o caminho de alguns deles se cruzam ou estão conectados. Alguém é amigo de alguém ou acabam se conhecendo ou são parentes. O fato é que essas cinco pessoas estão em busca de algo, em meio ao desespero, e é isso de que trata o filme. E mais, creio que posso sintetizar assim: "Doar um pouco de você, de seu tempo a alguém, pode faz esse alguém mais feliz e/ou até salvar-lhe a vida".

Mas voltando à expressão murcha de minha esposa...

Ela (assim como eu e muitos mundo afora) gosta de filmes dinâmicos, que prendam logo nos primeiros 10 ou 15 minutos (assim como livros, que devem prender o leitor logo nas primeiras páginas). E temos percebido que isso não ocorre muito com os filmes cristãos. Eu disse "não ocorre muito". É claro que têm as exceções. Por isso compreendi a carinha de minha amada. E, devo mencionar, que ele teve motivos de ir dormir antes de terminar o filme (pouco depois dos 40 minutos - na metade da história). Como sou persistente e fico aguardando na esperança que um filme que não começa empolgante tem que fechar de forma memorável, permaneci em frente à telinha. A verdade é que o filme veio mostrar mesmo a que veio (e olhe lá) depois de 1 hora inteira de monotonia. O expectador só irá gostar mesmo dos minutos finais, em minha opinião.

Sobre as reflexões extraídas desse longa, anoto que algumas apenas serão percebidas por quem (como eu) ficar pensando: "Do que o filme trata?", "Que mensagem cristã ele passa?", etc.

Para quem não sabe, esse filme é baseado num conto de Jerry B. Jenkins, Midnight Clear, o mesmo autor da série "Deixados para trás" e "O agente", entre outros. Mas não vi uma maravilhosa história ou personagens ou mensagem. "Todo filme tem que ter uma mensagem?" Pode alguém perguntar. E eu direi: "Todo filme cristão, sim. E uma mensagem clara e arrebatadora, de preferência". E isso não consegui ver em Um brilho na escuridão.

Talvez você me pergunte: "Então você odiou o filme?"
Não, preferirei nunca dizer isso a um filme cristão. Preferirei apontar suas falhas e pedir para que numa próxima vez seja melhor. E Um brilho na escuridão poderia ser bem melhor.

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