quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A LITERATURA EVANGÉLICA E A LÍNGUA...


Ningu�m hoje espere ingenuamente tornar-se um escritor h�bil, seguro de seu of�cio e influenciador de sua gera�o sem, antes, esfor�ar-se para conhecer as regras e as riquezas expressionais de sua l�ngua. S� conseguiremos atuar impactante e eficientemente como escritores evang�licos se nos esfor�armos para redescobrir e dominar os amplos recursos da l�ngua portuguesa.
� nosso dever estud�-la permanentemente, com a mesma persist�ncia que o aclamado poeta Fran�ois Copp� demonstrou no estudo do franc�s. Ele chegou a responder a uma norte-americana que lhe perguntou se ele falava ingl�s: "N�o, minha senhora... Continuo a aprender franc�s".
A l�ngua que foi enaltecida por Cam�es, Vieira, Bernardes, Herculano, Camilo, Garret, Machado de Assis, E�a de Queiroz, Graciliano Ramos, Guimar�es Rosa, Fernando Pessoa, Drummond, Florbela Espanca, Henriqueta Lisboa, Cec�lia Meireles e tantos outros escritores not�veis necessita hoje mais e mais de embaixadores evang�licos que a enobre�am, enrique�am, prestigiem e divulguem-na pelo mundo inteiro por meio de obras-primas de interesse crist�o e universal. Assim, fizeram em ingl�s os nossos irm�os em Cristo John Bunyan, com O Peregrino; John Milton, com O Para�so Perdido; C. S. Lewis, com a s�rie N�rnia e outras obras. Isto s� para citarmos alguns dos grandes escritores evang�licos que escreveram e ultrapassaram as fronteiras evang�licas, conquistando tamb�m milhares de leitores no mercado secular.
N�s, escritores evang�licos, estamos em d�vida para com nossa l�ngua, a portuguesa; l�ngua que o poeta Manuel Bandeira usou para, em um soneto, honrar o imortal autor de Os Lus�adas. Disse Bandeira:


A CAM�ES

Quando n'alma pesar de tua ra�a
A n�voa da apagada e vil tristeza,
Busque ela sempre a gl�ria que n�o passa,
Em teu poema de hero�smo e de beleza.

G�nio purificado na desgra�a,
Tu resumiste em ti toda a grandeza:
Poeta e soldado... Em ti brilhou sem ja�a
O amor da grande p�tria portuguesa.

E enquanto o fero canto ecoar na mente
Da estirpe que em perigos sublimados
Plantou a cruz em cada continente,

N�o morrer� sem poetas nem soldados,
A l�ngua em que cantaste rudemente
As armas e os bar�es assinalados.


Escrever � preciso. Sim, mas escrever com arte, com profissionalismo, com clareza, objetividade, concis�o e efici�ncia. Escrever, acima de tudo, para a gl�ria de Deus. Escrever como um ato sacrificial, ministerial, holocausteando o nosso talento, o nosso dom �quele de quem recebemos esse talento. Devemos apresentar-nos como sacerdotes diante do Senhor; diante desse mesmo Deus que inspirou Mois�s, Davi e Isa�as, e abriu apocal�ptica e esplendorosamente os mist�rios do C�u para o ap�stolo Jo�o, na ilha de Patmos.
N�s, que temos um lastro, uma heran�a t�o rica e t�o bela, composta de obras liter�rias que v�m sendo escritas por ex�mios artistas da palavra, estamos hoje, em muitos aspectos, em uma situa�o de lament�vel desconhecimento, n�o aproveitando as riquezas do nosso idioma. Mas sejamos perseverantes. Leiamos os cl�ssicos. Estudemos a l�ngua portuguesa. Fa�amos tudo isto para honra, gl�ria e enaltecimento do soberano, sublime e doce nome de Jesus.


Jefferson Magno Costa - http://jeffersonmagnocosta.blogspot.com
 

1 comentários:

Bruno Ramos disse...

Pessoal tenho um texto interessante que gostaria que conhecessem. Abraço

http://casaemusica.blogspot.com.br/2012/03/grupo-de-loucos-diz-que-homem-reviveu.html